Toda a origem histórica do sobrenome Battistella se fundamenta num personagem centralda bíblia, o profeta e precursor de Cristo, João, cognominado Batista por ter instituído o Batismo. Battistella é um nome de família amplamente difundido em toda a Itália, em latim “Baptista”, batizador, e o sufixo diminutivo feminino “ella”, indicando a casata, clã, família dos Battistelli.
A família Battistella saiu da Itália entre 6 de Março de 1888 e 27 de Agosto de 1893; eram 46 pessoas, homens, mulheres e crianças (inclusive a matriarca da família Anna Buoro), tinham idades que variavam de 1 até 68 anos, eram originários do bairro de Bibano, cidade de Gódega di St. Urbano (Treviso), região do Vêneto. Eram trabalhadores agrícolas, e vieram para o Brasil para trabalharem em fazendas de café na cidade de Araras,SP. Desejavam ser proprietários de terras, saíram da Itália com muitos sonhos e esperanças cantando: “ANDAREMO IN MÉRICA. / IN TEL BEL BRASIL / E QUA, NOSTRI SIORI / LAVORARÁ LA TERA COL BADIL!!!” (canto contadino, Vêneto). No ano de 1892, compraram terras(primeira propriedade dos Battistella no Brasil) no Bairro Rural do “Facão”, na cidade de Araras,SP, e também no Núcleo Colonial “Cascalho”.
Na família há muitos que são proprietários de terras, mais a sua maioria trabalha em cidades e estão espalhadas em mais de 50(cinqüenta) delas e em 6(seis) estados, ajudando a construir a grandeza no Brasil. Em 1892 chegaram no “Cascalho”, onde com muito trabalho, sacrifício e dedicação participaram da sua história. Nicolo Battistella com sua família e outros parentes adquirem um sítio denominado “Sítio Pastinho”, (onde é a Represa de água, em Cascalho). O trabalho era duro de sol a sol, e eles progrediram com os seus quase 50(cinqüenta) familiares, tendo possuído engenho de pinga movido à vapor, fábrica de fubá, farinha de milho, e olaria.
Conta-se que Nicolo doou os tijolos para a construção da Capela em 1898. Este fato está relatado no Livro Tombo da Igreja e na lápide de sua sepultura, onde há um termo de e agradecimentos à Nicolo. Na propriedade mantinham pastagem para gado, plantação de café, de cana para a fabricação de pinga, e lavoura de subsistência. Com o passar do tempo, os familiares aumentaram, e fatos econômicos, como o represamento de água para a construção da Represa de Cascalho, que causou a diminuição da oferta de água que passava na propriedade da família e servia ao moinho e ao engenho, que foram desativados . Por esses e outros motivos a família começou a se dividir. O primeiro a sair foi o Pietro Battistella, casado com Victória Breda que acompanhado de sua mãe, em 1913 foi morar em Limeira, SP. Em 1914, foi a vez de Sebastião e sua família: foram trabalhar em Araras como alambiqueiros na fazenda da Família Gava.
Após ocorrer um incêndio de grandes proporções que queimou o paiol de milho, as cocheiras, e matou os bezerros, destruiu o moinho de fubá e o reservatório de pinga. Com todos esses acontecimentos e dificuldades econômicas a família se separa. Os filhos de Nicolo, Ângelo e Antônio deixam Cascalho em 1921. Ângelo foi para Pirassununga e comprou a Fazenda “Combate”, Antônio mudou-se para Santa Maria da Serra, SP, e comprou a Fazenda Bocainhinha (Fazendinha), propriedades que ainda hoje pertencem aos seus descendentes. Como atividades econômicas restaram a olaria, a plantação de café, a pastagem para o gado e a lavoura de cereais, que foram trabalhadas pelos outros proprietários, Lorenzo e Luiggi, tendo como empregados, Giuseppe e Izidoro. Hoje, das terras iniciais restam as pertencentes aos filhos de Pedro e Mansueto, filhos de Lorenzo, que residem nelas e desenvolvem a agricultura e o plantio de flores.
No ano de 2003, depois de 115 anos da imigração eram 671 descendentes, somente os homens. Em 23 de Maio de 2004 foi realizado em Cascalho o I Encontro da Família Battistella, reunindo mais de 1200 pessoas, quando ocorreu o lançamento do livro “A CATAR BATTISTELLA”, que narra toda a história da família. Conseguiram o grande sonho, de serem proprietários de terras.