Antes é necessário uma explicação com relação ao nome da família. Temos informações desencontradas, onde uns dizem que o nome correto é SHELIM outros CHELIM, outros ainda CELLIM, CELIM, SELLIM , CELIN ou SELIM. O mais importante neste momento é sermos CELLIM, nomenclatura em uso, com muita honra, oriundos de destemido cidadão italiano, nascido na província de Padova-Itália, que com sua esposa e filhos ainda pequenos, vieram para um continente estranho, cujo idioma predominante era o português, como que um desbravador, tentar a sorte neste rincão verde e amarelo. Seu nome João Selim e sua esposa Rachel Fachina, tendo desta união os seguintes filhos: Arcangelo, Estevan, Bortolo, Cristina, e Domingos.

Desembarcaram no porto de Santos, por volta de 1887, de onde rumaram para a cidade de Araras, SP, desembarcando na Estação denominada Remanso, seguindo para uma fazenda também denominada Remanso, onde por alguns anos trabalharam como meeiros. Depois de muito sacrifício e trabalho, fazendo suas economias, conseguiram o suficiente para adquirir um pedaço de terra, denominado Furnas, localizada no Município de Araras.

Com o espírito desbravador e com sede de melhorar seu padrão de vida, venderam Furnas e adquiriram outra propriedade maior, denominada Santa Elisa, localizada no Distrito de Torrinha. O tempo foi passando, e João com sua disposição e espírito aventureiro, novamente coloca sua família na estrada, e de Santa Elisa foi para Cascalho, onde João faleceu aos 76 anos e Rachel aos 81 anos, tendo sido sepultados em Araras, SP. Posteriormente, por volta de 1954, seus restos mortais foram transladados para Pirassununga, SP.

Arcângelo casou-se com Leopoldina Miano e tiveram os filhos: José, Rosa, Amália, Ana, Angelina, Olga, Aparecida e Nair. Estevan casou-se com Rosa Malaman e tiveram os filhos: Laurindo, Maria, Paulina, Humberto, Aparecida, Nair, João, Idalina, Francisco, Arlindo, Teresa, Geraldo e Joana.

Bortolo casou-se com Maria Geraldini e tiveram os filhos: Laudelina, Teresa, Antonio, Cristina, João, Augusta, Emília, Pedro, Margarida, Ângelo e Irmã. Cristina casou-se com Luiz Augusti e tiveram os filhos: Emília, Adelaide, Maria, Ana, Elena, Antonio, João, Pedro e Luiz. Domingos casou-se com Maria Righeto e tiveram os filhos: José, Carlos, Vitório, Raquel, Emília, João, Pedro, Luiz, Constantina, Daniel, Ana, Palmira e Rosa.

Como todos os italianos que aqui chegaram a família Cellim também lutou pela sobrevivência, trabalhando na lavoura, de café, milho, algodão, no plantio de eucalipto, na produção de leite, adquiriram propriedades, buscaram novas oportunidades. Com o processo de industrialização alguns fixaram-se em diversas cidades do interior do Estado de São Paulo : Torrinha, Cordeirópolis, Pirassununga,Rio Claro, Americana, Campinas, São Paulo. Parte da família se deslocou para mais longe no Estado do Paraná, cidade de Apucarana. DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO A FAMILIA CELIM, SE PERPETUA ATRAVÉS DOS FILHOS DOS FILHOS, DOS FILHOS DOS FILHOS E DOS FILHOS DOS FILHOS ATÉ O FINAL DOS TEMPOS.