José de Quintal e Gesuína Nobrega de Quintal casaram-se, na Ilha da Madeira, Portugal, e deixaram suas famílias e imigraram para o Brasil no ano de 1892. Vieram de navio, levando um mês de viagem, desembarcaram no Porto de Santos, e tomaram o trem até a cidade de Limeira, onde arrumaram um emprego na Fazenda Monteiro. José trabalhava de jardineiro nesta fazenda e Gesuína era ajudante de cozinha. Depois se mudaram para Cascalho, em uma casa perto do Cemitério. José comprou uma gleba de terra em Cascalho, onde montaram uma pequena fábrica de farinha de mandioca. Essa farinha era transportada por carroções puxados por animais até a Estação de Cordeiro, e de trem até Campinas.
Com o passar do tempo, foram comprando mais glebas de terras, ao todo foram 16 alqueires, onde foram plantando mandioca, café, laranja e cereais. Com o seu trabalho, José possuía algumas economias guardadas, então, ele emprestava dinheiro com juros para quem precisava. José e Gesuína passaram uma vida com muito trabalho e dificuldades. Ocorreu uma geada que matou todo o cafezal, e ao mesmo tempo abaixou o preço da laranja.
José e Gesuína tiveram 12(doze) filhos: Antonio, João, Maria, Gesuína, José, Francisco, Manoel, Cristina, Lúcia, Joana, Luiz, e Cesário. A Família De Quintal reside em Cascalho no mesmo local, e também estão em Campinas, Limeira, Artur Nogueira, Cosmópolis, e Cordeirópolis. A filha Maria seguiu carreira religiosa, e faleceu freira Carmelita na cidade de São Paulo. A filha Cristina, solteira, rezava muito pelas vocações, e o Bispo D. José Luiz Bertanha a colocou como Madrinha de Oração.
A residência de José De Quintal ficou para seu filho Cesário, que faleceu em 22 de maio de 2001. Da família de José De Quintal quem mantém a casa, a propriedade de 17(dezessete) alqueires é seu neto José Vivaldo De Quintal e família. A família De Quintal, faz uma homenagem a José e Gesuína De Quintal pelo exemplo de fé, coragem, trabalho e honestidade.