Giovanni Della Coletta (Serravalle 1770), casado com Maria Boscolin tiveram 3 filhos: Domenico (Serravalle 1796), casado com Lúcia Ballarin (1800); Giovanni (17/05/1805 – Serravalle), casado com Ana Pinesi; e Pietro (13/09/1807 – Serravalle), casado com Maria Da Rè. Ramo genealógico do casal Domenico Della Coletta nascido em Serravalle (hoje Vittorio Veneto), em 1796 (aproximadamente), Província de Treviso, Região do Veneto no norte da Itália. Casado com Lúcia Ballarin, nascida em 03 de junho de 1800. Este casal italiano teve 5 filhos: Giuseppe, nascido em 14 de março de 1821, em Serravalle, Itália, casado com Ângela Da Rè, nascida em 01 de julho de 1820. Este casal teve dois filhos: Francesco (detto Benet) e Maria; Antonia, nascida em 1874 (aproximadamente); Antonio, nascido em 04 de março de 1883.

Estes três filhos vieram juntos para o Brasil, em 1888 no vapor “Carlo R” e os outros dois vieram para o Brasil em época anterior. Giuseppe Della Coletta, casado com Ângela Da Rè com seus três filhos, Francesco, Giovanni e Pietro, vieram também para o Brasil no “Vapor Carlo R” juntos com outros quatorze Della Coletta, formando um grupo de dezenove pessoas que tiveram como o chefe de família o senhor Giuseppe Della Coletta, com 67 anos de idade. Saíram do Porto de Genova em 18 de dezembro de 1888 e chegaram ao Brasil, no Porto de Santos em 12 de janeiro de 1889.

Do Porto de Santos foram levados através da Ferrovia para a Hospedaria dos Imigrantes na cidade de São Paulo, onde permaneceram aproximadamente três meses. Através da estrada de ferro, chegaram na cidade de Cordeiro (hoje Cordeirópolis) com destino ao bairro de Cascalho. Chegaram em Cascalho no mês de abril (aproximadamente) de 1889 e adquiriram seus lotes de terra em 1892. O casal Giuseppe Della Coletta e Ângela Da Rè, vieram para o Brasil com os três filhos casados.

Francesco Della Coletta, nascido em 13 de março de 1847, casado com Antonia Varaschin , nascida em 13 de julho de 1855 e falecida em 30 de dezembro de 1939, vieram com 5 filhos, todos nascidos na Itália. Francesco viveu em Cascalho até a sua morte em 1930 (aproximadamente). A esposa foi para a cidade de Torrinha com um filho onde faleceu e está sepultada. Os 5 filhos deste casal são: Madalena (1877); Paola (1878); Giuseppe Antonio (Bepe Caçarola) (13/06/1882) e falecido em 17/05/1959, casado com 1ª esposa Sophia Hubner, 2ª esposa Joana Pagoto, foi fundador e Maestro da 1ª Banda de Música de Cascalho; Ângela (1885), casada com Raimundo Hubner; e Vittoria (1888) casada com Francisco Barel. Giovanni, nascido em 27 de março de 1850, casado com Maria Luiza Freschetti, tiveram 12 filhos, sendo que os dois primeiros nasceram na Itália.

O primeiro filho do casal é Ângelo casado com Maria Botechia, cujo neto é sacerdote – Padre Arquimedes Zuliam – filho de Ângela Della Coletta com senhor Zuliam (marceneiro de todo forro da Igreja de Cascalho), que pertence a congregação dos Redentoristas a mais de trinta anos. Todos os outros dez filhos nasceram no Brasil, e depois de casados se mudaram de Cascalho e espalharam-se pelas cidades de Cordeirópolis, Limeira, Araras, Pederneiras, Campinas, Jundiaí, São Caetano do Sul. O quarto filho, Fortunato casado com Maria Rosolen, permaneceu em Cascalho até 1937, quando se mudou para Limeira com seus oito filhos. Em Cascalho tinha Armazém e moinho de fubá. Fortunato adquiriu em 1920 a fábrica de cerveja e gazoza (refrigerante) que se localizava em frente a igreja de Cascalho. Os doze filhos do casal Giovanni Della Coletta com Maria Luiza Freschetti são: Ângelo (01/03/1884) casado com Maria Botechia; Ângela (1886) casada com João Caneo; Antonieta (1889) casada com José Batistella; Fortunato (19/05/1891) casado com Maria Rosolen; José casado com Lídia Busolin; Vitório (28/02/1896) casado com Anita Batiston; Maria (1897); Antonio (11/10/1899) casado com Ada Loly; Augusta (02/11/1902) casada com José Ozelo; Amália (16/02//1904) casada com Francisco; João (01/03/1906) casado com Clara Patrício e Alzira Fernandes como 2ª esposa; e Regina (09/02/1907) casada com José Roncolato. Pietro, nascido em 20 de abril de 1853, casado com Vittoria Tonon, nascida em 1962, tiveram 5 filhos, sendo que os dois primeiros Domenico, nascido em 1883, e Augusta, nascida em 1886, nasceram na Itália. No Brasil, em cascalho, tiveram mais três filhos: José, nascido em 1889, Angelina, nascida em 1894 e Vitório, nascido em 1896. José e Augusta morreram ainda pequenos.

Domenico Della Coletta e Lucia Caneo tiveram onze filhos, sendo que dois morreram pequenos e nove cresceram e se casaram. Viveram com sua família em Cascalho até 1936 juntos com o irmão Vittorio Della Coletta casado com Carolina Zaros, no lote de terra que adquiriram inicialmente e em mais um lote de terra que compraram posteriormente. Nesta propriedade se dedicaram à agricultura e construíram uma fábrica de farinha de mandioca. Em 1936 adquiriram o sítio “Belo Horizonte”, posteriormente “Fazenda Bom Jesus”, que era vizinho da fazenda Ibicaba, na estrada que interliga Cordeirópolis e sete quilômetros de Limeira. Mudaram-se para este sítio somente com os sete filhos, pois as duas filhas casadas permaneceram residindo em Cascalho.

Vittoria era casada com Cezário de Quintal e Maria era casada com Luis Celotti. Dos sete filhos, três também estavam casados: Antonio com Augusta Botteon, Jacob com Antonia Zanetti e José com Alzira De Quintal. Os filhos solteiros eram: João, Walter, Aristides e Pedro. Angelina, nascida em 1894, casada com Antonio De Quintal tiveram 6 filhos e ficaram residindo em Cascalho na propriedade de adquiriram. Permaneceram nesta propriedade até a morte e estão sepultados no cemitério de Cascalho. Dos filhos, somente um permaneceu em Cascalho, os outros filhos se mudaram para Limeira e outras cidades vizinhas. Vittorio, nascido em 1890, casado com Carolina Zaros, tiveram 8 filhos em Cascalho, onde permaneceram na mesma propriedade até quando Vittorio faleceu em 1959. Todos estão sepultados em Cascalho.

Deste ramo, residem atualmente em Cascalho os descendentes de Vittoria com Cezário De Quintal e Maria com Luis Celotti (filhas de Domenico Della Coletta e Lucia Caneo) e descendentes de Angelina Della Coletta e Antonio De Quintal.. Domenico Della Coletta faleceu em 07 de agosto de 1941 e Luisa Caneo faleceu em 01 de março de 1973, ambos faleceram fora de Cascalho, mas foram sepultados em Cascalho. Dos sete filhos de Domenico, em 1964 a Família de Antonio e Augusta Botteon saíram da Fazenda Bom Jesus e vieram morar em Cordeirópolis, onde os dois faleceram e estão sepultados em Cascalho. Os seis filhos (três homens e três mulheres) permaneceram em Cordeirópolis. Somente a filha Therezinha Della Coletta, que assumiu vida religiosa como Missionária de Jesus Crucificado, atualmente vive no Chile. João Della Coletta e Antonieta Murer mudaram-se para Campinas em março d e1968. Os dois são falecidos e estão sepultados no cemitério Flamboyam na cidade de Campinas.

Jacov casado com Antonia Zanetti tibveram 5 filhos. Walter casado com Joana Pagoto tiveram 5 filhos. José casado com Alzira De Quintal tiveram 4 filhos. Aristides casado com Rosa Pagoto tiveram 3 filhos. Pedro Orlando casado com Maria Santina Spanhol tiveram 5 filhos. Os irmãos Jacob, José, Walter, Aristides e Pedro orlando mudaram-se para a cidade de Bariri no estado de São Paulo no ano de 1968.

De todas estas família, vivem em Cordeirópolis os filhos de Antonio Della Coletta, uma filha de José Della Coletta, Zulmira casada com Antonio Botteon e os filhos Antonio Carlos e Osvaldo, e, também, Alexandre Celotti que é filho de Maria Della Coletta e Luis Celotti. Os filhos de Pietro Antonio e Vitória Tonon e os demais Della Coletta participaram ativamente na construção da Capela e da Igreja de Cascalho, sendo que as mulheres se destacaram na campanha de produção e venda de ovos para a obtenção da imagem de Nossa Senhora da Assunção. A família deixou Cascalho, porém os amores a esta terra traziam dentro de si, embora vivendo fora, tiveram a alegria de serem sepultados em Cascalho. Antonio, que morreu com 86 anos, em 11 de novembro de 1993, sempre que ia à igreja de Cascalho, participava da missa, revivia com muita alegria tudo o que viveu e lutou em Cascalho. Para ele, sempre foi um imenso prazer ir a Cascalho.