Emanuele Ângelo Fontanari foi casado com Albina Elisabetta Di Bortolo. Nasceram e se casaram na cidade de Pergine Valsugana, Província de Trento.
Imigraram para o Brasil em 1 de maio de 1888. A família era composta de seis pessoas: Emanuele (33 anos), Albina (28 anos), os filhos José, Ricardo, Emma e Emanuele (2 anos, e falecida durante a viagem). Como a travessia do oceano era feita em quarenta dias ou mais, sem outra alternativa, seu corpo foi lançado ao oceano.
Aqui chegando, a Família Fontanari foi deslocada para a Fazenda Montevidéo, município de Araras, SP, para trabalhar na lavoura de café. Nasceram no Brasil os filhos: Giocondo, Antonio, Napoleão, Maria, e Albina. A peregrinação dos Fontanari pelas lavouras de café, durou mais ou menos doze anos entre Araras e Cascalho. Em 1900, aproximadamente, Emanuele comprou uma pequena propriedade em Cascalho, onde viveu com a família por alguns anos.
Em 1902, o filho mais velho José se casou com Duzolina Rosolen e foi trabalhar na Companhia Paulista de Estrada de Ferro. Posteriormente comprou terras nas imediações de Souza Queiroz, município de Leme, onde criou seus 11 filhos. Faleceu em 1942. O restante da família permaneceu em Cascalho.
Como os Fontanari eram muito católicos, fizeram parte da construção da Igreja de Nossa Senhora da Assunção. Em mais ou menos 1914, deixaram Cascalho e foram para um sítio maior em Água Santa, região de Piracicaba. Ricardo, Giocondo e Antonio já eram casados. Em 27 de abril de 1918, Napoleão voltou a Cascalho para se casar com Amélia Cansiam, filha de imigrantes Italianos, naturais da cidade de Treviso. O matrimônio foi realizado pelo pároco Padre Luiz Stefanello.
A filha Emma faleceu no parto de seu primeiro filho. Maria foi casada com Primo Stocco e Albina com Carlos Mahn. Albina, faleceu em 08 de novembro de 1924 em Água Santa, aos sessenta e oito anos e foi sepultada em Limeira. Em 1961 seus restos mortais foram transladados para Pirassununga.
Tendo sido vendida a propriedade em Água Santa – Piracicaba, Antonio ficou na região, tendo posteriormente se mudado para Jaú. Emanuele e os filhos Ricardo, Giocondo e Napoleão, compraram em 1925 uma fazenda em Pirassununga à qual deram o nome de Fazenda Mandureba, cujo significado é “aguardente”. Na fazenda, eram cultivados algodão, cereais e cana-de-açúcar para a produção de aguardente e açúcar mascavo. Em 29 de março de 1931, Emanuele faleceu aos 76 anos e foi sepultado em Pirassununga.
Napoleão tornou-se o único proprietário da Fazenda Mandureba, com a dissolução da sociedade entre os irmãos, tendo Ricardo comprado terras em Santa Cruz da Conceição e Giocondo em Santa Cruz das Palmeiras.
Aníbal, Pedro, Assumpta, Angelina e Marcelo, filhos de Napoleão e Amélia, nasceram em Água Santa e Emma, Mário, Yolanda, Dirce, José, Otávio, Núria, Fernande e Napoleão Jr. (falecido aos 4 meses de idade), nasceram na Fazenda Mandureba, em Pirassununga. Em 4 de dezembro de 1958 Napoleão faleceu aos 65 anos de idade e Amélia anos 83 anos em 24 de janeiro de 1983, e estão sepultados em Pirassununga.
A Família Fontanari contribuiu para o incremento da cultura da região de Cascalho, no entanto, atualmente não há Fontanari proprietário ou residente na localidade.
Hoje, os descendentes vivos dos filhos de Emanuele e Albina são 516, assim distribuídos: José – 231; Ricardo – 37; Giocondo – 42; Antonio – 27; Napoleão – 123; Maria – 45; Albina – 11. São residentes nos Estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, além de residirem na Itália, Alemanha e Argentina.