A história da Família Gomes da Silva tem seu início, segundo antepassados, em Portugal, aproximadamente 1852, decidiram vir para o Brasil, para trabalharem nas lavouras de café, como colonos na região de Limeira, Rio Claro, Araras. Desembarcaram no Porto de Santos e ficaram depois como outros imigrantes em São Paulo, até serem enviados para os lugares onde trabalhariam. Cheios de fé em um futuro promissor, trazendo a esperança como a luz e um Deus por proteção, chegaram imbuídos de um só pensamento: família sempre unida no trabalho e no amor.

Antonio José da Silva (de Traz os Montes), filho de Antonio José da Silva e Rosa Maria Gomes veio com seus pais e outros irmãos, primos; o mesmo aconteceu com Carolina Custódia Gomes (de Lisboa), filha de José Gomes de Pinho e Maria Custódia da Costa. Sua mãe Rosa era idosa. Chegaram e foram direto para São Paulo, onde mantinham uma certa comunicação, de onde surgiu o namoro entre Carolina e Antonio José. Casaram-se lá mesmo, e depois vieram para Cascalho com todos os seus familiares. Os irmãos de Antonio José ficaram em outras colônias. Ninguém tinha nada de começo, então aos poucos, eles plantavam vários produtos e, entre os colonos, trocavam seus produtos para se alimentarem. Começaram a comercializa-los e juntando com o dinheiro ganho nos cafezais, conseguiam comprar suas propriedades onde seus filhos foram nascendo.

Antonio José foi ampliando sua propriedade, contruiu uma bela casa, grande com varanda em todos os lados. Como o portão do sítio ficou longe da casa, plantou um caminho de abacateiros. Ao lado da casa, havia uma plantação de café, bananeiras e jabuticabeiras e muitas flores. Carolina era muito ligada às ervas, tudo ela curava com suas plantas. As filhas eram acompanhadas pela mãe, nas festas e bailinhos. Eram jovens muito formosas e educadas. Diziam que Maria e Galiana eram muito lindas. Trabalhavam na lavoura durante o dia, e cada dia uma ficava em casa para cuidar da limpeza, do almoço e do jantar.

Antonio José, conhecido como “carpinteiro”, ensinou muitos a realizar este oficio. Tiverem muitos filhos: Sebastião, Joaquim, José, Moysés, Antonio, Roque, João, Rosária, Julia, Ana, Maria de Lourdes e Galiana.

Sebastião, que casou com Alexandrina Ferreira das Neves, e tiveram o filho Custódio

Joaquim, casou com Porcina Gomes de Pinho, e residiu na Fazenda Ibicaba, onde nasceram seus 8(oito) filhos, Benedito, Maria, Maria de Lourdes, Rosária, Marcis, Josefina, José, Ludovica e Onofre, e após isso, se mudou para a cidade de Limeira, onde ficou viúvo e se casou pela segunda vez;

José, conhecido como Bepi Carpinteiro, trabalhou no Campo da Experiência, casou com Maria Módolo, e teve quatro filhos: Luís (casado com Maria Fantuci), José, Aparecida e Moyses..Foi cantoneiro, ajudou na construção da Represa de Cascalho, dedicou-se a criação do bicho-da-seda durante 30(trinta) anos com a ajuda de seus filhos, também cultivava arroz, café, amendoim, alho, cebola e milho. José Gomes da Silva Filho, recebeu o apelido do pai “Bepim” (casado com Aparecida de Quintal). Teve o filho Antonio José que recebeu o apelido “Pin”, a filha Terezinha Angélica , e o filho José Claudionor.

Moysés, casou com Santa Adélia Tomazella da Silva, e tiveram 5 filhos: José Jonas, Roberto, Maria Aparecida e Maria Cristina (gêmeas), e Maria Ângela.

Antonio casou com Domingas, e tiveram a filha Rosinha.

Roque casou com Eudóxia e sempre residiu em São Carlos, e tiveram os filhos: Roque Filho, Lola, Edna e Anésia.

João, irmão gêmeo de Maria de Lourdes, faleceu aos dois anos.

Rosária, casada com Fernandez, residiu em Rio Claro.

Julia, casada com Dionysio Ferraresi, e tiveram os filhos: Orleans, Edna, e Luiz.

Ana, casada com Francisco De Quintal, e tiveram os filhos: Alcídio, Antenor, Valdemar, e Assires.

Maria de Lourdes, casada com Santo Negro, deu aulas na Escola de Cascalho. Depois se mudou para Santa Gertrudes.

Tiveram os filhos: Maria

José(que publicou um livro em que há um poema que homenageia Cascalho), Clarice, e Hércio José.

Galiana, casada com Moacydes Ferreira, e tiveram as filhas: Cecília e Mariza.

Todas as vezes que recordamos essa audaciosa vinda de nossos antepassados, sentimos que nossa estrela forte foi brasileira, pois nascemos todos neste país verde-amarelo, cujo progresso, hoje, deveu-se à garra e à ordem que nossos antepassados possuíam.