A crise econômica e social, resultante das guerras napoleônicas e dos movimentos sociais, que reivindicavam mudanças nas instituições e nas estruturas da sociedade, e as lutas de fundo religiosos, ocorridos na Europa de meados do século XIX, são os fatores principais na contratação de grupos imigrantes europeus para a lavoura de café no interior paulista. Esta progride de forma intensa, principalmente a partir da implantação das interligações ferroviárias com o Porto de Santos.

Campinas e sua região próxima transitam do ciclo da cana-de-açúcar para a cultura do café e finalmente para a economia industrial, desenvolvendo-se em níveis culturais e econômicos elevados.

Os imigrantes suíços e seus descendentes se espalharam por toda a região e se integraram plenamente na população interiorana e da capital paulista.

Entre os imigrantes suíços, havia os que possuíam o sobrenome Küller.

Este é o caso do casal João e Verona Küller, nascidos em 1789 e 1794 respectivamente. No Brasil eles se instalaram na Fazenda Ibicaba. Consta nos registros da fazenda que no dia 28 de Julho de 1854 eles, acompanhados da filha Margarida, nascida em 1834, do filho Frederico e da nora Anna, deram entrada na Colônia Senador Vergueiro. Todos eram naturais de Cantão de Argau, e a religião que professavam era a protestante. Frederico (nascido em 02 de setembro de 1830) que era casado com Anna (nascida em 15 de julho de 1832), tiveram um filho no período em que permaneceram na Colônia. Deram a ele o nome de Carlos e a data de seu nascimento consta de 04 de março de 1856. Essa família então se instalou posteriormente na Fazenda Laranja Azeda (atual Ibiúna) em Santa Gertrudes.

Carlos casou-se com Marcolina Hellmeister, uma imigrante alemã e constituíram família em Cascalho. Dessa união nasceram 04 filhos, sendo eles Frederico, Jorge, Benedito e Maria. Frederico casou-se com Luiza Sônego e tiveram os filhos Tereza, Assumpta, José, Antonio, Ângelo, João, Emílio e Rosália. Jorge casou-se com Ângela Spanhol e tiveram os filhos Virgínia, Luiz, Maria, Antonia, Carolina, Paschoal, Ângela, Idalina, Amélia, Marina, Carlos, Rosa e Lúcia. Benedito casou-se com Regina Minatel e tiveram os filhos Francisco, Carlos, Mário, Maria, Aparecida, Marcolina, Angelina, José e Antonio. Maria casou-se com Manoel Andrade e tiveram os filhos Aparecida, Antonio, João, Palmiro, José, Vergílio e Francisco.

Hoje, seus descendentes encontram-se espalhados por cidades do Estado do Paraná e de várias cidades do Estado de São Paulo, como Rio Claro, São Paulo, Sorocaba, Limeira, Jacareí, Campinas, Santa Maria da Serra, Torrinha, Pederneira, Americana, Porto Feliz, entre outras.

Muitos descendentes de Frederico, Jorge e Benedito ainda moram em Cascalho e Cordeirópolis.