Giovanni Malaman nasceu em 14 de agosto de 1844 em Megliadino San Vitale, próximo à Padova, Veneto, Itália. Era filho de Domenico Malaman e Santa Stavanini e foi batizado em 18 de agosto de 1844.

Giovanni se casou com Rosa Zaglia em 20 de fevereiro de 1867. Ela nascida em San Vitale em 12 de abril de 1844, filha de Valentino Azenton Felice Zaglia, e tiveram 4(quatro) filhos: Amália, Ferdinando, Antônio, e Domênico.

Rosa, aos 37 anos, e seus quatro filhos deixaram a Itália e chegaram ao Brasil em 17 de janeiro de 1882: Domênico com 14 anos, Antonio com 12 anos, Ferdinando com 9 anos e Amália com 7 anos.

Como consta na Certidão de Desembarque, foram para a Fazenda Guabiroba. Em 13 de fevereiro de 1883 Giovanni Malaman desembarcou no Brasil para juntar-se aos familiares, em companhia do irmão Antônio (45 anos), da cunhada Rosa (35 anos) e dos sobrinhos Eliza (10 anos), Pietro (9 anos), Emílio (6 anos) e Santo (2 anos).

Após seis anos ficou viúvo e casou-se com Lúcia, nascida em Veneza (Itália), filha de Pedro Sejoto e Corona Sejoto. Lúcia era viúva de Marchesin e mãe de Giuseppe (5 anos), Andréa (2 anos) e chegou ao Brasil em 11 de novembro de 1888. Casaram-se em 29 de março de 1890 em Limeira, São Paulo, e tiveram 8(oito) filhos: José e João (gêmeos), Pedro, Rosa, Ricardo, Ângela, Santina, e Amália.

Giovanni Malaman sempre trabalhou em lavouras de café nas proximidades de Cascalho, era um bom administrador e sua relação com os empregados era muito boa, também já havia ido para a África buscar escravos para a lavoura de café. Seus filhos formaram famílias nas cidades de Limeira, São Paulo, Taquaritinga, Leme, Pirassununga, e principalmente Araras.

Giovanni não se naturalizou brasileiro, mas o nome “João” foi encontrado em alguns de seus documentos. Faleceu, de problemas cardíacos, em 3(três) de março de 1922, na Fazenda Paineira (ou Palmeiras)de Araras, e foi sepultado no Cemitério de Cascalho. Lúcia faleceu de insuficiência cardíaca em 11 de maio de 1941, com 80 anos, na residência de seu filho José (casado com Olívia Leguthz) e foi sepultada no Cemitério de Araras.