Pietro Mascherin e Maria Cappo residiram na Itália, na Província de Treviso, em Gorgo Al Monticano, cidade de com aproximadamente 8 mil habitantes. Embarcarem em Gênova, Itália, com destino à América, como outros milhares de italianos.
Chegaram ao Brasil, no Porto de Santos, em 23 de maio de 1887 no Vapor “Provence” conforme consta no Livro de Registro de Imigrantes da Hospedaria de São Paulo nº 005 e página 251. Pietro com 44 anos e Maria Cappo com 33 anos trouxeram 3(três) filhos: Giuseppina com 8(oito) anos, Giovanni com 6(seis) anos e Francesco com 3(três) anos.
Dirigiram-se para a cidade de Corumbataí, São Paulo, onde (provavelmente) ganharam do Governo um pedaço de terra “virgem”, onde começaram suas vidas no Brasil e tiveram mais 4 filhos: José, Antonio, Luiza e Catharina. Permaneceram em Corumbataí por 15 anos. Com o café em alta no mercado externo e a abolição da escravatura, em 1888, as fazendas brasileiras recrutaram em outras cidades muitos imigrantes.
A Fazenda Santa Gertrudes, conhecida como “Fazenda do Conde” de Guilherme Prates era uma fazenda modelo na região e recrutou a família Mascarin por volta de 1902, agora com 7 filhos. Permaneceram ali até 1919. Como curiosidade vale destacar que os italianos pouco falavam o português e o sobrenome MASCHERIN era de difícil pronúncia aos brasileiros, e com o tempo ele foi “abrasileirado” para MASCARIN.
Giuseppina (“Pina”) casou-se com outro lavrador que morava na mesma Fazenda Santa Gertrudes, Fernando Ceregatto, onde permaneceram até o fim de suas vidas, e seus familiares permanecem na cidade de Santa Gertrudes.
Por volta de 1919, a Família Mascarin, mudou-se para Cordeirópolis, no começo da estrada que liga a cidade ao Cascalho. Francesco (“Chico”) casou-se em Cordeirópolis com Margarida Ferri (Ferro) e logo mudaram-se para a cidade de Leme onde tiveram 7(sete) filhos e permaneceram até seus últimos dias.
Giovanni (João) casou-se com Maria Assumpta Zorzo (“Marieta”) em Cordeiro onde sua família se fixou, no início no Bairro Barreirinho e depois na área urbana com seus 8(oito) filhos: comerciantes e ferroviários.
Catarina (“Catina”) casou-se com Carlos Hespanhol, comerciante de Cordeirópolis, e tiveram 11(onze) filhos, a maioria deles permaneceram em Cordeirópolis, e também colaborarou na construção da Igreja Matriz de Santo Antônio.
José (“Bépe”) casou-se com Antonia Campassi (“Dileta”), e eles mudaram para a cidade de Pompéia, SP, onde fincaram raiz e tiveram 7(sete) filhos. Seus descendentes estão radicados naquela região.
Luiza casou-se com Ângelo Tabuloni, mas com ela permaneceu por pouco tempo, já que na primeira gravidez faleceu.
Antonio (“Tone”) casou-se com Tereza Carpiné Módulo, que nasceu na Fazenda Santa Maria em Cascalho em 12(doze) de junho de 1893, e tiveram 10 filhos, sendo 2(dois) homens. Não esqueçamos que o pai de Tereza Carpiné Módulo, Luiz Módulo trabalhou como marceneiro na construção da atual Igreja de Nossa Senhora Assunção em Cascalho. Radicaram-se em Cascalho, onde cultivaram pêra, maçã , bicho da seda, café e cereais para o próprio sustento.
O número de descendentes de Pietro e Maria Cappo deve ser algo em torno de 800 pessoas, que estão em várias cidades do Estado de São Paulo, do Rio de Janeiro, e do Paraná (Cornélio Procópio).