O casal Antonio Nardini e Ana Felet partiu da região de Vêneto, Itália, e imigrou ao Brasil, por volta de 1880. Primeiramente instalaram-se numa região conhecida como Rocinha, em Jundiaí, atual município de Vinhedo, SP.
Seus filhos, todos nascidos no Brasil são: Ermínia, Maria, José, João e Francisco. A chegada da família em Cascalho ocorreu por volta de 1895. As dificuldades eram muitas, e as coisas logo se complicaram, pois Ana faleceu quando seus filhos eram pequenos. Antônio contou com o apoio de amigos de compadres para dispensar cuidados a seus filhos. Eles cresceram e foram seguindo seus caminhos. Antonio faleceu no ano de 1922.
Ermínia se casou com Ângelo Spagnhol, permaneceram em Cascalho, e tiveram 5(cinco) filhos: Maria, Angelina, Teresa, Rosália, e Guilherme.
Maria se casou com José Giacomini, foram morar em Araras, e tiveram 11(onze) filhos: João, Ângelo, Elisa, Vitório, Alberto, Valdomiro, Pierina,, Alice, Armando, Angelina, e Antonio.
José se casou com Éster, foram residir em Jundiaí, onde tiveram 5(cinco) filhos: Valdemar, Orlando, Durvalina, Angélica, e Ondina.
João casou com Maria De Nadai, indo residir em Americana, onde tiveram 8(oito) filhos: Ana. Clementina, Lídia, Laura, Iraide, Arlinda, Olga, e Antônio.
Francisco casou com Augusta Zanetti e tiveram 9(nove) filhos: Antônio, José Francisco, Pedro, Olímpio, Ana, Deolinda, Alcides, Maria, e Nair. Compraram um sítio próximo ao Cemitério de Cascalho, onde viveram e trabalharam com sua família.
Os filhos foram crescendo, e a família vivia da agricultura como forma de subsistência. Como a propriedade que possuíam não era muito grande utilizavam-se de outras terras, fazendo parcerias com os proprietários. Também se destacavam na criação de Bicho-da-seda, que exigia um grande trabalho dos familiares, mas aumentava a renda da família. Devido às dificuldades, era o irmão mais velho que dava aulas para os demais.
A família era trabalhadora e muito honesta. Também eram conhecidos pela sinceridade e franqueza.
Não mediam palavras. O que achavam que deveria ser dito, diziam mesmo. A família sempre foi muito religiosa. Freqüentavam a missa todos os domingos e participavam das atividades da Paróquia de Cascalho. Era também uma família muito unida. Os cinco filhos homens, faziam parte do time de futebol “Cascalho Futebol Clube”.
A equipe era respeitada e representava o bairro em jogos com outros times da região. Chegaram a ficar 40 jogos sem sofrer derrota.
Cascalho era bem organizado, e até contava com algumas fábricas, mas não havia oportunidade de trabalho para toda a população crescente. O tempo passou e seus filhos e filhas foram casando e, cada um a seu tempo, deixou Cascalho. Isso aconteceu devido as necessidades de trabalho. Partiram para Cordeirópolis, Limeira e Itatiba.
Foi por volta de 1971 decidiram vender a propriedade de Cascalho. Francisco e Augusta também foram morar em Cordeirópolis.