Uma das mais antigas e tradicionais famílias ainda existentes em Cascalho, podemos citar a família de Francesco Ortolan e Ângela Basso Ortolan, que desde a chegada ao Brasil, em 1895 residiram inicialmente em uma fazenda perto de Rio Claro e depois em Cascalho e outros descendentes foram morar em Ipeúna.
O casal foi trazido pelo mesmo sonho sustentado por todos os demais imigrantes italianos: trabalhar e tentar uma vida melhor. Recém-casados, o primeiro filho Pedro, nasceu em terras brasileiras, assim que o navio aportou em Santos. Além de Pedro que se casou com Regina Rosolen e tiveram 9 filhos: Antenor, Mafalda, Lauro, Laura, Amábile, Luiz, Irene, Argemiro e Marcília; tiveram também,Emília que se casou com Ernesto Milaré e tiveram 2 filhos; Ângelo que se casou com Mariana Spagnhol e teve 8 filhos; Josefina que se casou com Atílio Botech e tiveram 2 filhos; Luis que se casou com Adelia Botech e tiveram 8 filhos; Antonio que se casou com Regina Sgubin e tiveram 3 filhos; e Ana que se casou com Antonio Gonçalves e tiveram 5 filhos.
Ao iniciar sua vida em Cascalho, Francesco montou um moinho e todo seu maquinário foi enviado por seu parente da Itália e após seu falecimento e de sua esposa (que hoje estão enterrados no cemitério de Cascalho), seus filhos Pedro, Luis, Ângelo e Antonio reuniram-se em sociedade para comprar a Fazenda Boa Vista (Ipeúna – 1941). Plantaram café, arroz, milho, feijão, algodão e batata. Ana, a caçula, viveu ali com os irmãos por um bom tempo. Por volta de 1950 Pedro deixou a sociedade e voltou a morar em Cascalho.
No início, Pedro morou com a família na Fazenda Santa Maria e depois foram residir nas terras de sua esposa, Regina Rosolen, onde até hoje moram no local seus descendentes. Pedro foi uma pessoa muito ligada a vida política de Cascalho e de Cordeirópolis e também foi ajudante do Padre Luiz Stefanello nas bênçãos aos fiéis.
Regina ficou viúva no ano de 1957, mas continuou sempre servindo de exemplo para seus filhos e netos de que como se deve ser batalhador, honesto e também sempre disponível para ajudar os familiares.
A maioria dos descendentes de Pedro e Regina permaneceram em Cascalho.