O sr. Jacob Pagotto, nascido na Suíça e criado na Itália, falava italiano, alemão e francês, e recebeu na Itália a formação profissional de Construtor e especialização em assentamento de pedra bruta para alicerce e piso. Jacob após casar-se com Rosa Costacurta, nascida em Montenegro na atual Ioguslávia e criada na Itália, passou a residir em um Bairro de Florença segundo umas fontes, ou a residir em Cappella Maggiore, tendo imigrado ao Brasil por volta de 1903, juntamente com o filho Ângelo, que faleceu em Cascalho aos 15 anos, e a filha Joanna com sete anos de idade. Jacob participou da construção do Canal do Panamá.
A família residiu na Capital de São Paulo e em seguida foi morar na Fazenda Ibicaba, onde Jacob trabalhou e reformou as casas para os colonos e a sede da fazenda. Em Cordeirópolis foi mestre-de-obras na construção do que chamamos hoje a “Casa do Cássio” na Vila Nossa Senhora Aparecida, da Escola “Levy”, da casa do atual Fórum, e da Cadeia Pública, cujo prédio foi demolido.
Mudou-se para uma casa localizada atrás da Igreja de Cascalho. Adquiriu um lote nas margens da chamada “curva de Cascalho”, próximo ao Cemitério, quando montou uma Oficina de Ferraria e de Carpintaria, onde eram fabricados móveis e até urnas mortuárias, tendo a colaboração dos filhos no exercício do trabalho. No Brasil, o casal teve mais dez filhos e 38 netos.
Por volta de 1935, Jacob e Rosa viajaram à Itália para uma breve visita, retornando ao Brasil. Jacob faleceu poucos dias após festejar as Bodas de Ouro, e foi sepultado em Cascalho, onde sua esposa Rosa foi sepultada anos mais tarde.
A filha Joanna, imigrante como os pais, casou-se com Adolpho Hübner e permaneceu em Cordeirópolis, estando sepultada em Cascalho.
Em Cascalho, nasceram-lhes os filhos: Emílio, casado com Tereza Corte, permaneceu no Cascalho e tiveram os filhos Joana, Rosa, Beatriz, Maria Eliza, Jacob, Bruno, Antonio e Ercília; Yolanda, casada com Valentim Batistela, mudou-se para o Bairro Tatu em Limeira, SP;
Rosália, casada com Antônio Della Coleta, mudou-se para Santa Maria da Serra, SP; João, casado com Amábile Batisttela, mudou-se para Rio Claro, SP, tendo sido um dos fundadores do Aeroclube Rioclarense e mudando-se para São Paulo continuou a ser piloto de avião; José, casado com Elisa de Souza Barbosa, mudou-se para Ipeúna, SP, e depois para Rio Claro; Maria, casada com Ângelo Batisttela, mudou-se para Ibaté, SP;
Ângelo, casado com Laura Rosolen, mudou-se para Moji-Mirim, SP, onde faleceu e foi sepultado no Cemitério de Cascalho.
Dos descendentes de Jacob e Rosa, apenas o neto Bruno permaneceu em Cascalho.