Oriundos do Vêneto, na Itália, Província de Vicenza, comune Poiana Marjoire. Ao buscarmos documentos italianos, descobrimos que lá, o nome de nossa família era escrito de forma diferente: Pajola.

O casal Gerônimo Paiola e Carolina Sinci imigraram por volta de 1888 em companhia com os filhos Amália, Vicenza, Giusseppe de 7(sete) anos, e foram residir em Santa Cruz da Conceição, SP, até Giusseppe (José) casar-se com Letícia Ghirardini em Araras, e depois mudou-se para Cascalho trazendo seus pais, Gerolamo e Carolina.

O novo casal José e Letícia trabalhou duro na lavoura e os filhos que tiveram também foram educados para o serviço no campo: plantaram e colheiram muito café. Aos poucos compraram terras e formaram o Sítio “Cascalhinho”. Também produziram vinho e açúcar mascavo. A família tornou-se numerosa com 11(onze) filhos e muitos netos.

São eles: JOSÉ, casado com Lúcia Rosolen, tiveram os filhos Afrânio e Leomar, casou-se novamente com Augusta Zanetti e tiveram os filhos Ana e Almerinda; MARIA, casada com Antonio Breda e tiveram os filhos Ireno, Diva, Luzia, Amâncio, José e Natalino; LUIZ, casado com Duzolina, e tiveram os filhos Renoldes, Dirce, Ivone, Antonia, José e Maria Conceição; JOÃO, casado com Augusta Della Coletta e tiveram os filhos Antonio, Cecília, Neusa, Lúcia e João Alberto; ROSA, casada com Jacob Maroneze e tiveram os filhos Vanilde, Anevaldo, Madalena, Zelinda, Tereza, Sérgio e João; PEDRO, casado com Maria Minatel e tiveram os filhos Palmiro, Luiz e Pedro; EMÍLIA casada com Paulo Bertanha e tiveram os filhos Ana, Inácio, Rosalina, Miguel, Paulo, Elizabete e Ermindo; AUGUSTO casado com Luíza Peruchi e tiveram os filhos Deunira, Ermindo, Ademir, Lourival, João, Antonio, Laércio, Cleonice, Edson e Maria Luiza; ORLANDO, casado com Olívia Hás e tiveram os filhos Fátima e Marcelino; ISMAEL, casado com Amábile Tomazella e tiveram os filhos Eusali, Leonice, Maria Inês, Beatriz, Ismael, Neusa e Alice; ENEDINA casada com Ermindo Furlam e tiveram os filhos José Antonio, Neusa, Letícia, Núncio, Rita, Jorge, Pedro e Ednéia. Para o sustento de todos, nada era comprado. O que se consumia era justamente aquilo que plantavam e colhiam em seu pedaço de chão.

Com a quebra da Bolsa de Nova York, USA, e a crise do café em 1929, toda a produção que chegava a Santos era jogada ao mar. Isso fez com que toda a família passasse por sérias dificuldades, pois sobreviviam da lavoura. Uma das propriedades comprada na época, teve o seu pagamento concluído só depois de 12 anos. Superada essa fase, sempre unida, a família Paiola lutou muito e conseguiu comprar a fazenda Perseverança,em 1950, na cidade de Descalvado. Tornaram–se industriais, pois montaram uma destilaria de aguardente com capacidade de destilar 300 litros por hora, sob a direção de José Paiola Filho e Augusto Jerônimo Paiola, durante 11 anos. O neto Afrânio Paiola e sua esposa Isabel Corte Paiola e os filhos acompanharam o pai José Paiola Filho no trabalho da fazenda. No ano de 1960 diz José Paiola Filho numa carta deixada por ele: “papai me mandou vender a propriedade e a ordem foi cumprida”. Assim retornaram para a terra natal, que era Cascalho.

Os anos se passaram, a família cresceu ainda mais. Os 11(onze) filhos e 67 netos foram criados sob uma educação muito severa, principalmente na religião católica. Todas as noites, pais, mães, filhos e netos reuniram-se à luz de lamparinas para rezar o terço. Não é possível esquecer que os filhos homens, além de trabalharem muito e cursarem os primeiros anos escolares na escola de Cascalho, também apreciavam a boa música e com esforço, gosto e estudo aprenderam a tocar diferentes instrumentos musicais. Chegaram a formar uma banda, tocavam os mais diversos instrumentos de sopro e órgão. Na corporação musical faziam parte alguns amigos seus, e o mais velho José Paiola Filho atuou como maestro por 21 anos, além de ter formado o coral da Igreja a pedido do Padre Luiz Stefanello. Durante 15 anos, Luiz tocou o Baixo e Orlando cantou no coral. O filho Ismael também tocou o Órgão da Igreja de Nossa Senhora da Assunção por aproximadamente 30 anos, e sua esposa Amábile, as suas irmãs, e mais algumas amigas, o acompanhavam no Coral da Igreja.

O teatro encenado nas proximidades da igreja e o jogo de futebol amador também alegravam as tardes de domingo da filharada. Sem contar da sede e barzinho, onde se reuniam aos amigos para jogar baralho, beber uma pinguinha e um bom vinho. Freqüentemente, a caça e a pesca faziam parte da diversão dos irmãos Paiola.

Com a família numerosa, e muitos netos já adultos, houve a divisão dos bens e o Sítio “Cascalhinho” foi repartido em 7(sete) partes de 7(sete) alqueires mais um quarto de alqueire para cada um dos filhos homens. Às filhas foi dada uma parte em dinheiro, como era o costume da época.

No ano de 1969 o filho Ismael, vendeu seu pedaço de terra e mudou-se com a sua família para a cidade de Bariri,SP, onde comprou um sítio e estudou seus filhos. Na mesma década, o filho Orlando e sua família também mudaram para Araras,SP, em busca de dias melhores. Alguns filhos mudaram-se para Cordeirópolis,SP. Os filhos José, Luiz, João, e Augusto permaneceram com suas famílias nas propriedades cultivando a lavoura.

Atualmente residem ou trabalham em Cascalho: o neto Afrânio Paiola e sua esposa Isabel Corte Paiola com o filho Sérgio e família; o neto Antonio Paiola e sua esposa Olívia Bacochina Paiola com os filhos Luís Antônio e família, Joelma e família; o neto José Paiola com o filhos Edevaldo e o bisneto Laércio.