A família é proveniente da região de Veneto Província de Treviso. Os registros nas igrejas católicas da região oficializam a família desde o ano de 1700 no local.
A família como outras da região do Veneto começaram no final do século XIX a buscar novas alternativas de sobrevivência porque com o que arrecadavam na agricultura ou na produção de seda sobreviviam por apenas metade do ano. O período era de muita miséria e assim sendo uma grande parte da família imigrou para outros países.
A família Peruch dividiu-se em vários países: Brasil, USA, França, Bélgica e Austrália e alguns permaneceram na Itália.
Os primeiros registros da famílias Peruch datam de 1695, com o nascimento do patriarca Francesco Peruch, que casou com Domenica tiveram 8 filhos. Seu filho Ângelo Peruch, nascido em 1715 casou-se com Mattia Dal Mas e tiveram 12 filhos. O filho de Ângelo e Mattia, chamado Giobatta (07/02/1755) casou-se com Giacinta Dardago e tiveram 8 filhos. O filho de Giobatta, chamado Ângelo (19/10/1791) casou-se com Apollonia Bortoluzzi e tiveram 8 filhos. Giovanni (03/03/1825), filho de Giobatta, casou-se com Antonia Milanese e tiveram uma filha. Com o falecimento de Antonia, Giovanni casou-se novamente com Augusta De Nardi e tiveram 5 filhos: Antonia (10/08/1853), Cecília (26/02.1857), Antonia (24/02/1859), COSTANTE (24/08/1861) e Catterina (26/01/1864).
Costante Peruch, filho de Giovanni e Augusta, casou-se com Giovanna Batisttella (20/04/1862) em 25/04/1885 e tiveram quatro filhos: Giovanni (30/03/1886) , Antonio (15/01/1888), Francesco (27/09/1889), Sante Ângelo (01/11/1891). Eles moravam em uma casa juntamente com outras famílias, trabalhando na agricultura e produção do bicho-da-seda no sistema de meação.
Costante veio a ficar doente, ficou debilitado com a perda de parte de uma perna e a doença progrediu falecendo em 29 de junho de 1893. Giovanna (viúva) resolveu fazer parte da estatística e viajou em julho de 1894 para o Brasil a bordo do vapor “Charles Martell”. Alguns familiares de Giovanna já estavam em Cascalho e isto pesou em sua decisão.
Durante a viagem devido às más condições dos vapores, sofrendo humilhações, passando fome, precárias condições de higiene que acabavam contraindo várias doenças e transmitindo para os outros passageiros e isto fez com que as principais vítimas fossem as crianças que não conseguiam resistir a esta situação. As crianças com menos de cinco anos foram as principais vítimas, a mortalidade destas crianças chegava a 65% do total de mortes e infelizmente uma destas vítimas foi Francesco, filho de Costante e Giovanna que precisou ser sepultado nas águas do Oceano Atlântico.
Giovanna e seus filhos chegaram ao Porto de Santos em 22 de agosto de 1894. Foram transportados de trem até a Hospedaria dos Imigrantes onde deram a entrada oficial no Brasil e depois transportados até o Núcleo Colonial de Cascalho e ficaram morando na casa de seus familiares- Battistella – Sítio Lageado.
Com o passar do tempo, Giovanna e seus três filhos, Giovanni (João), Antonio e Sante Angelo (Santo), adquiriram uma pequena área para o cultivo de café e posteriormente compraram a Fazenda Santa Maria, de propriedade da família Rolin, onde todos foram morar. Após o período da crise do café, passaram a cultivar algodão e com isso conseguiram progredir economicamente. A família cresceu nestas terras, onde nasceram vários herdeiros e herdeiras.
Giovanni casou-se com Maria Caneo (15/09/1889) e tiveram 14 filhos: Constante (05/11/1909) casou-se com Maria Minatel e tiveram 5 filhos; Joana (29/09/1910) casou-se com Achiles Tavoloni e tiveram 8 filhos; Catarina (17/10/1912) casou-se com Luiz Minatel e tiveram 7 filhos; Francisco (19/01/1914) casou-se com Regina Ozelo e tiveram 6 filhos; José (18/09/1915) casou-se com Regina Minatel e tiveram 4 filhos; Luiza (21/08/1920) casou-se com Augusto G.Paiola e tiveram 11 filhos; Assumpta (24/02/1922) casou-se com Custódio Osello e tiveram 7 filhos; Sebastiana Aparecida (21/01/1924) casou-se com Orlando De Quintal e tiveram 1 filho; Antonio (24/05/1926) casou-se com Laura Ortolan e tiveram 2 filhos; Domingos (31/08/1927) casou-se com Aparecida Bertanha e tiveram 2 filhos; Amábile (12/04/1929) casou-se com Lauro Ortolan e tiveram 5 filhos; Achiles (24/05/1931) casou-se com Luiz Killer e tiveram 2 filhos.
Antônio casou-se com Itália Ozelo (15/09/1883) e tiveram 11 filhos: Terezinha (natimorto); Pedro (11/09/1914) casou-se com Hermelinda Sgobin e tiveram 3 filhas; Celeste (02/08/1916) casou-se com Tereza Tomazella e tiveram 3 filhos; Baptista (20/05/1918) casou-se com Nair Nardini e tiveram 4 filhos; Ângelo (01/10/1920) casou-se com Luiz Bertanha e tiveram 1 filho; Rosa (01/10/1920) casou-se com Antonio Biscaro e tiveram 1 filha; João (22/04/1923) casou-se com Alzira Molon e tiveram duas filhas; Orélio (natimorto); Orélio (21/01/1928) casou-se com Palmira Quintal e tiveram 1 filho; Jacob (24/10/1933) casou-se com Aparecida Souza; Lourenço (natimorto).
Sante Ângelo casou-se com Cândida Josephina Botheon (02/03/1900) e tiveram 11 filhos: Ângelo (22/02/1921) casou-se com Antonio Barboza e tiveram 5 filhos; Ana (06/06/1922); Maria (05/06/1924) casou-se com Antonio Quintal e tiveram 4 filhos; Paulo (29/12/1927) casou-se com Amábile Ortolan e tiveram 2 filhos; Jacob (19/08/1929) casou-se com Laura Tomazella e tiveram 4 filhos; Germano (04/11/1931); Waldomiro (04/01/1934) casou-se com Ângela Killer e tiveram 5 filhos; Terezinha (15/03/1936) casou-se com Mário de Candia e tiveram 1 filha; Clélia (09/10/1938) casou-se com Luiz Zanetti e tiveram 4 filhos; Joana (17/07/1941) casou-se com Benedito Batista e tiveram 2 filhos; Yolanda (16/03/1945) casou-se com Palmiro Zanette e tiveram 2 filhas.
A família perdeu contato com a Itália por 100 anos e em 1993 conseguiu encontrar o local onde nasceram e moraram Costante, Giovanna e seus filhos, e seus documentos e registros. Reatou o contato com a Itália através da família de Elio Peruch, que faz parte do mesmo ramo familiar de Costante.
Até o momento foram feitos três encontros da família em Cascalho, sendo que no último encontro em 1999, tivemos a presença de representantes da família de Elio Peruch da Itália. Em 1998 ocorreu um encontro da família na Itália, onde tivemos representantes da família de Sante Ângelo.
Agradecemos nossa heroína Giovanna que com muita luta e muita coragem atravessou o Oceano Atlântico e construiu uma família com princípios baseados na fé, luta e perseverança.
Atualmente a família está na 5ª geração no Brasil e, entre descendentes e agregados fazem parte da família em torno de 500 pessoas, sendo descendentes de Giovanni em torno de 300 pessoas, Antonio em torno de 100 pessoas e Sante Ângelo em torno de 100 pessoas.